Blog feito com amor!

2 de nov de 2016

A beleza Albina.


A Beleza é mais do que se vê!

Mais uma vez venho por meio deste blog incentivar as mulheres albinas a se gostarem como são, não é a cor que define se essa ou aquela pessoa é bonita!

Menina e moça!

Está naquela idade inquieta e duvidosa,
Que não é dia claro e é já o alvorecer;
Entreaberto botão, entrefechada rosa,
Um pouco de menina e um pouco de mulher.

Às vezes recatada, outras estouvadinha,
Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor;
Tem cousas de criança e modos de mocinha,
Estuda o catecismo e lê versos de amor.

Outras vezes valsando, o seio lhe palpita,
De cansaço talvez, talvez de comoção.
Quando a boca vermelha os lábios abre e agita,
Não sei se pede um beijo ou faz uma oração.

Outras vezes beijando a boneca enfeitada,
Olha furtivamente o primo que sorri;
E se corre parece, à brisa enamorada,
Abrir as asas de um anjo e tranças de uma huri.

Quando a sala atravessa, é raro que não lance
Os olhos para o espelho; e raro que ao deitar
Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance
Em que a dama conjugue o eterno verbo amar.

Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia,
A cama da boneca ao pé do toucador;
Quando sonha, repete, em santa companhia,
Os livros do colégio e o nome de um doutor.

Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra;
E quando entra num baile, é já dama do tom;
Compensa-lhe a modista os enfados da mestra;
Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon.

Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo
Para ela é o estudo, excetuando-se talvez
A lição de sintaxe em que combina o verbo
To love, mas sorrindo ao professor de inglês.

Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço,
Parece acompanhar uma etérea visão;
Quantas cruzando ao seio o delicado braço
Comprime as pulsações do inquieto coração!

Ah! se nesse momento, alucinado, fores
Cair-lhe aos pés, confiar-lhe uma esperança vã,
Hás de vê-la zombar de teus tristes amores,
Rir da tua aventura e contá-la à mamã.

É que esta criatura, adorável, divina,
Nem se pode explicar, nem se pode entender:
Procura-se a mulher e encontra-se a menina,
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!




Machado de Assis






1 de mar de 2016

Da Paraíba para o mundo!




Decidi superar’, diz adolescente albino e deficiente visual da Paraíba.

Ele tinha vários motivos para ser introspectivo. Diz que sofre preconceito desde que começou a frequentar lugares públicos, mas preferiu tomar outra decisão. Davi Dias tem 17 anos, é albino e, por causa da anomalia, tem deficiência visual. Atualmente, o jovem está no ensino médio regular e pratica três esportes com os colegas do Instituto dos Cegos de Campina Grande.
O adolescente mora no bairro do Santa Rosa com a mãe e mais três irmãos, mas apenas ele é albino. “Cresci ouvindo piadas, tanto sobre o albinismo ou pela deficiência visual”, diz. Davi começou a frequentar o instituto quando tinha 10 anos. Ele tem 10% da visão do olho direito e 20% no esquerdo.
“Foi no Instituto dos Cegos que eu passei a enfrentar melhor essas coisas. Aqui se faz um trabalho muito bom que incentiva os deficientes a fazerem atividades como qualquer pessoa. Foi assim que eu decidi superar e viver minha vida. Às vezes eu ainda fico triste com algumas coisas, mas sempre passa”, conta.

Davi começou a estudar na entidade, onde aprendeu o braile. Quando chegou ao 6º ano, ele foi encaminhado para o ensino regular na Escola Estadual Senador Argemiro de Figueiredo, conhecido como Polivalente. “No colégio eu passei por muito preconceito, sofri bullying, além de ser xingado muitas vezes”, lembra. O rapaz diz que, apesar das campanhas de conscientização, esses casos ainda acontecem.
O esporte foi uma válvula de escape para Davi. O adolescente pratica judô, futebol de cinco e goalball, modalidade criada exclusivamente para pessoas com deficiência visual, que consiste na marcação de gols do arremesso de bolas que contém guizos dentro.

O jovem foi vice-campeão no esporte nos últimos Jogos Brasileiros Escolares que ocorreram em Natal, no Rio Grande do Norte, este ano. A equipe paraibana foi formada por jogadores de Campina Grande e João Pessoa. “No futuro eu queria participar de paraolimpíadas, representar não só a Paraíba, mas o Brasil. Não custa nada sonhar, não é?”, brinca.

Sobre: Instituto dos Cegos de Campina Grande, Paraíba:

A entidade campinense existe desde 1952, quando foi criada pelo professor José da Mata Bonfim. Segundo a atual presidente, Adenise Queiroz, além das aulas regulares e do braile, os alunos fazem aula de música, informática e atividades diárias. “Nossa proposta é que o nosso aluno ganhe autonomia. Faça atividades em casa, como arrumar a cama ou cozinhar”, explica.
O instituto sobrevive de doações. De acordo com a direção,  várias pessoas se propõe a ajudar, inclusive se tornando sócios. A entidade ainda tem um setor de telemarketing e conta com convênios com a prefeitura de Campina Grande, que cede professores da rede municipal para dar aula no local.

Fonte: Associação de Deficientes e Familiares, (ASDEF)






29 de dez de 2015

Literatura: Sempre enovadora!


Olá pessoal, sabe da mais nova? Não sabe?

-Então cabe a mim informar!


Foi lançado dia 25 de dezembro de 2015 o livro: (Melanina Zero -Talento CEM). É um e-book e está disponível em pdf com download gratuito. Basta clicar no link abaixo.


Doze pessoas albinas contam um pouco de sua história e dividem uma produção literária.

Escritores:
Evellin Lemos;
Fernanda Quintiliano;
Flávio André Silva;
Gabriel Paiva;
Jonas Santos;
Livyston Fernandes;
Luana Lima;
Mirian Miguel;
Rafaela Rosário;
Rodrigo Leandro;
Solange Araújo;
Wilson Coelho.

Organização e Diagramação:
Flávio André Silva

Revisão:
Fernanda Quintiliano

Ilustrações:
Wilson Coelho
Mickael Silva
Gabriel Paiva

Também há uma página no facebook, com o mesmo nome do livro, Melanina Zero. Um espaço escolhido para abrigar o fruto desse projeto Coletivo Albino.


Boa leitura!








30 de jun de 2015

"Sou um tom diferente do comum" Thando Hopa.

Thando Hopa


— Gert veio até mim. Perguntou se eu gostaria de fazer um ensaio e disse que iria considerar. Depois, falei com a minha irmã e ela disse: 'Não olhe para a carreira de modelo como ser uma modelo. Olhe para isso como uma oportunidade para você realmente mudar a percepção do mundo sobre o albinismo. Lembre-se de como você cresceu. Lembre-se de como as pessoas te tratavam'
Thando Hopa passou sua vida cercada de muito preconceito. Sul-africana e albina, a advogada, de apenas 25 anos, sofreu vários ataques por ser diferente da maioria. Em conversa com o jornal britânico Daily Mail, ela revelou que já havia passado por saias justas e abordada por diversas pessoas na rua afirmando que ela era uma aberraçãoEla nunca quis ser modelo. No início de sua carreira como advogada, ela tinha recebido convites para fazer campanhas e posar para lentes de fotógrafos, mas achava a profissão muito rasaEm 2012,  recebeu um convite do estilista sul-africano Gert-Johan Coetzee e, ao revelar a proposta para sua irmã, resolveu aceitá-la— Gert veio até mim. Perguntou se eu gostaria de fazer um ensaio e disse que iria considerar. Depois, falei com a minha irmã e ela disse: "Não olhe para a carreira de modelo como ser uma modelo. Olhe para isso como uma oportunidade para você realmente mudar a percepção do mundo sobre o albinismo. Lembre-se de como você cresceu. Lembre-se de como as pessoas te tratavam"Segundo ela, o apoio que sua família deu durante  toda sua vida foi fundamental. Hoje em dia, Thando já fez diversos ensaios fotográficos, foi capa de revistas e é garota-propaganda de produtos para a pele da marca francesa Vichy;Ainda em conversa com o jornal britânico, Thando contou como foi a sua primeira experiência das passarel— O vestido era maravilhoso, preto e verde. Eu nunca tinha me sentido tão valiosa na minha vida. Mas estava com tanto medo, porque era a primeira vez que eu andava de salto alto. Estava até rezando um pouquinho enquanto andava: "Deus não me deixe cair na passarela!". Eu estava completamente apavorada;Graças a carreira como modelo, ela revelou que agora consegue sair de casa sem maquiagem, coisa que nunca passou por sua cabeça. Além disso, a sul-africana está muito satisfeita com a repercussão de seu trabalho. Ela revelou que recebe diversas mensagens dizendo que sua coragem teve uma influência muito positiva na vida de várias crianças.

Fonte: http://entretenimento.r7.com/mulher/fotos/sul-africana-albina-vira-modelo-para-combater-preconceito-sou-um-tom-diferente-do-comum-30062015#!/foto/1





30 de mai de 2015

Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Albinismo.


CAMPANHA JUNTOS PODEMOS MAIS!






Para que a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Albinismo seja aprovada pela Câmara dos Deputados Federais, segue o link da PETIÇÃO PÚBLICA que poderá ser assinada por qualquer pessoa, sendo albina ou não, que estão conosco nesta causa tão legítima. Depois, basta entrar no e-mail informado no ato da assinatura, para que a mesma seja validada.

Não se esqueçam que o sucesso desta campanha depende de cada um de nós. E que na Câmara Federal, ainda esta ano, será discutido o futuro dos albinos brasileiros. A nossa participação é muito importante! Não reclamamos da invisibilidade? Então esta é a hora de mostrarmos que existimos e que reivindicamos alguns direitos.
Mesmo que você não seja albino, AJUDE, assinando esta petição!!!


explicación en español de una madre:





17 de mai de 2015

ALBINISMO, nas palavras do doutor Drauzio Varella


ALBINISMO
O albinismo é uma condição genética que se caracteriza pela ausência total ou parcial de uma enzima, a tirosinase, envolvida na síntese da melanina, pigmento marrom-escuro produzido nos melanócitos, que confere cor à pele, cabelos, pelos e olhos, e funciona como agente protetor contra os raios ultravioleta do sol.

SAIBA MAIS
DOENÇAS E SINTOMAS
CATARATA
DOENÇAS E SINTOMAS
DEFICIÊNCIA DE VITAMINA A (XEROFTALMIA)

Dependendo da quantidade de melanina fabricada pelo organismo, o albinismo pode ser classificado em tirosinase-negativo, quando não há produção de melanina, e tirosinase-positivo, quando a produção é pequena. O certo é que quanto menos melanina for sintetizada, maior será o risco de ocorrerem queimaduras e câncer de pele.

O albinismo é um distúrbio hereditário de caráter recessivo. Segundo estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde, dos Estados Unidos, o transtorno afeta uma em cada 17 mil pessoas no mundo, sem distinção de sexo, etnia ou classe social. Para que se manifeste, os genes defeituosos precisam ser transmitidos pelo pai e pela mãe (herança autossômica recessiva), que são portadores das mutações, mas não apresentam a doença.

 Sinais e sintomas

O espectro clínico do albinismo pode variar muito de uma pessoa para outra.

Embora o que chame mais atenção seja a pele branca e rosada e os cabelos e pelos muito claros, esses não são os únicos sinais nem precisam estar sempre presentes. Nos albinos, a coloração da pele pode oscilar entre o branco leitoso e o marrom, dependendo da quantidade de melanina que alguns passam a produzir durante a infância e adolescência. Isso explica o surgimento de manchas na pele, com ou sem pigmento, quando essas pessoas tomam sol, e as alterações da cor dos cabelos, que podem adquirir tonalidades, que vão do loiro ao vermelho, e escurecer na vida adulta.

É importante destacar que os sinais do albinismo vão além da cor da pele e dos cabelos. Em geral, todos os portadores do transtorno apresentam comprometimento da visão provocado pela falta de melanina, uma proteína fundamental para o desenvolvimento dos olhos e a anatomia dos nervos óticos, que levam a imagem para ser decodificada no cérebro.

Estrabismo, miopia, hipermetropia, fotofobia, astigmatismo e nistagmo (movimento descontrolado dos olhos em várias direções, que dificulta focalizar a imagem) são outras condições que prejudicam a visão no albinismo.

Albinos possuem olhos azuis ou castanhos muito claros e um pouco translúcidos. O fato de a íris e a retina serem transparentes permite enxergar os vasos sanguíneos localizados na parte de trás do globo ocular, o que muitas vezes passa a falsa impressão de que eles são vermelhos ou rosados.

Tipos

O albinismo pode ser classificado de acordo com os genes que sofreram a mutação em:

Albinismo oculocutâneo – é provocado pela ausência completa de melanina ao nascer (tirosina negativo) ou pela baixa produção de melanina (tirosina- positivo) ao longo da vida. Em maior ou menor grau, a doença que interfere na pigmentação da pele, dos cabelos, dos olhos e compromete a visão, pode ser classificada em subclasses diferentes de acordo com os genes envolvidos;
Albinismo ocular – só os olhos são afetados pela despigmentação. Na maior parte dos casos, os portadores do transtorno apresentam problemas graves de visão, enquanto a cor da pele e dos cabelos se mantém semelhante à dos membros da família sem a doença;
Albinismo ocular ligado a cromossoma X – a mutação genética ocorre no cromossoma X. As mulheres são portadoras do distúrbio, mas só os homens manifestam a doença;
Observação: o albinismo pode estar correlacionado com algumas síndromes raras, como a Síndrome de Hermansky-Pudlak e a Síndrome de Chediac-Higashi, que têm como causa primeira outros fatores patológicos.

Diagnóstico     

Muitos casos de albinismo são diagnosticados nos primeiros dias de vida, levando em conta as alterações na pigmentação da pele, dos cabelos, cílios e sobrancelhas.  No entanto, o exame oftalmológico minucioso é o instrumento mais importante para o diagnóstico de albinismo, uma vez que, em menor ou maior grau, a anatomia dos olhos e a visão são afetadas em todos os tipos do distúrbio.

Outros exames podem ser requisitados a fim de determinar as mutações genéticas da doença e estabelecer o diagnóstico diferencial com algumas síndromes que têm o albinismo como manifestação colateral.

Tratamento

O albinismo é uma desordem genética para a qual não se conhece cura nem técnicas de prevenção, por que ainda não se descobriu uma fórmula para compensar a falta de melanina no organismo.  No entanto, existem algumas medidas que ajudam a evitar complicações graves da doença, como o câncer de pele e a cegueira. Bem cuidados, os albinos conseguem levar vida praticamente normal.

O acompanhamento por um oftalmologista, iniciado precocemente, é essencial para detectar os sinais de anormalidades e melhorar a visão. Os recursos terapêuticos são vários: uso de óculos ou lentes de contato, tampões para corrigir o estrabismo, óculos escuros com proteção UHV para controle da fotofobia e para proteger a retina dos raios ultravioleta. Existem lentes especiais que escurecem à medida que a claridade aumenta. Essas podem ser muito úteis no dia a dia dos albinos.

Pelo menos uma vez por ano, portadores de albinismo devem passar pela avaliação de um dermatologista, mas os cuidados com a pele precisam ser permanentes. É fundamental evitar a exposição solar especialmente entre 10 e 16 horas, usar protetor solar (no mínimo FPS 30) que deve ser reaplicado várias vezes por dia mesmo nos dias nublados.

Recomendações

O albinismo não é contagioso, não compromete o desenvolvimento físico e mental nem a inteligência de seus portadores. Infelizmente, muitos são cercados de mitos e preconceitos que têm impacto negativo sobre sua autoestima e sociabilidade.

Por isso, é preciso que a criança albina desde pequena aprenda:

a lidar com os desafios que pode enfrentar nos relacionamentos;
a cuidar do próprio corpo, evitando a exposição ao sol e usando protetor solar o tempo todo;

a desenvolver habilidades que a ajudem a superar a deficiência visual. Por exemplo, sentar-se nas carteiras da frente da sala de aula, longe de focos de luz muito fortes, usar lupas para aumentar o tamanho das letras são estratégias que revertem em benefício do aluno e em seu rendimento escolar.

Sobre o médico:  

Drauzio Varella é médico cancerologista, formado pela USP. Nasceu em São Paulo, em 1943. Foi um dos fundadores do Curso Objetivo, onde lecionou química durante muitos anos.
No início dos anos 1970, trabalhou com o professor Vicente Amato Neto, na área de moléstias infecciosas do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Durante 20 anos, dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer (SP) e, de 1990 a 1992, o serviço de Câncer no Hospital do Ipiranga, na época pertencente ao INAMPS.
Foi um dos pioneiros no tratamento da AIDS, especialmente do sarcoma de Kaposi, no Brasil. Em 1986, sob a orientação do jornalista Fernando Vieira de Melo, iniciou campanhas que visavam ao esclarecimento da população sobre a prevenção à AIDS, primeiro pela rádio Jovem Pan AM e depois pela 89 FM de São Paulo.
Na Rede Globo, participou das séries sobre o corpo humano, primeiros socorros, gravidez, combate ao tabagismo, planejamento familiar, transplantes e diversas outras, exibidas no Fantástico.
Em 1989, iniciou um trabalho de pesquisa sobre a prevalência do vírus HIV na população carcerária da Casa de Detenção do Carandiru. Desse ano, até a desativação do presídio, em setembro de 2002, trabalhou como médico voluntário. Atualmente, faz o mesmo trabalho na Penitenciária Feminina de São Paulo.
Na Amazônia, região do baixo rio Negro, dirige um projeto de bioprospecção de plantas brasileiras com o intuito de obter extratos para testá-los experimentalmente em células tumorais malignas e bactérias resistentes aos antibióticos. Esse projeto, apoiado pela FAPESP, é realizado nos laboratórios da UNIP (Universidade Paulista) em colaboração com o Hospital Sírio-Libanês.


Seguindo tais instruções, a vida torna-se mais leve! 




3 de mai de 2015

E falando em Nordeste...


Nordestinês
Nordestino quando se empolga, fica com a mulesta dos cachorros!
Nordestino não bate, ele ‘senta-le’ a mãozada!
Nordestino não fica Solteiro, ele fica na bagaçeira!
Nordestino não sai pra farra… ele sai pro muído, pra bagaça!
Nordestino não bebe um drink, ele toma uma!
Nordestino não é sortudo,  ele é cagado!
Nordestino não corre, ele dá uma carreira!
Nordestino não malha dos outros, ele manga!
Nordestino não conversa, ele resenha!
Nordestino não toma água com açúcar, ele toma garapa!
Nordestino não percebe, ele dá fé!
Nordestino não sai apressado, ele sai desembestado!
Nordestino não aperta, ele arroxa!
Nordestino não dá volta, ele arrudeia!
Nordestino não espera um minuto, ele espera um pedacinho!
Nordestino não é distraído, ele é avoado, apombaiado!
Nordestino quando está irritado com alguém que fica  diz: Homi largue de frangagem!
Nordestino não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado!
Nordestino não passa a roupa, ele engoma a roupa!
Nordestino não houve barulho, ele ouve zuada!
Nordestino não acompanha casal de namorados, ele segura vela!
Nordestino não rega as plantas, ele ‘agoa’ as plantas.
Nordestino não quebra algo, ele tora!
Nordestino não é esperto, ele é desenrolado!
Nordestino não é rico, ele é um  cabra estribado!
Nordestino não é homem, ele é macho!
Nordestino não pede almoço, ele pede o cumê
Nordestino não come carne,  ele come ‘mistura
Nordestino não lancha,  merenda!
Nordestino não fica cheio quando come, ele enche o bucho!
Nordestino não dá bronca, dá carão!
Nordestino não tem diarréia, tem caganeira!
Nordestino não tem mau cheiro nas axilas, ele tem suvaqueira!
Nordestino não tem perna fina, ele tem dois cambitos!
Nordestino não é mulherengo, ele é raparigueiro!
Nordestino  não se dá mal, ele  se lasca todinho!
Nordestino não é cheio de frescura, é pantinzeiro!
Nordestino não pula, dá pinote!
Nordestino não fica bravo, fica com a gota serena!
Nordestino não é malandro, é cabra de pêia!
Nordestino não fica apaixonado, ele arrêia os pneus todinho!


No Nordeste tem uma interculturalidade imensa, tanto nas comidas, bebidas, linguagem, vestimentas...
Especificamente iremos falar sobre a linguagem, o Nordeste e o restante do Brasil foi colonizado pelos portugueses, porém vieram mais pessoas de outros países no mesmo período, como por exemplo os espanhóis, dos quais deixaram seus estilos de falar, daí transformou-se em dialetos, sotaque, gírias, etc... Por isso pessoas de outras regiões do país dizem que falamos errado, ”SÓ QUE NÃO!” 

Exemplos:
Arriba, PALAVRA ESPANHOLA: Arriba essa calça menino...
Pregunta, PALAVRA ESPANHOLA. Ele me preguntou...

Se nós tivéssemos sido colonizados pelos povos do LATIM CLÁSSICO, seria outra coisa, mas fomos colonizados pelos povos do LATIM VULGAR... Fazer o quê???

Enfim, deixarei Wellynson Martins explicar melhor: 





Fonte: 

30 de jan de 2015

Vida acadêmica!




No início do ano de 2011, Soraya e eu, Solange começamos nossa vida acadêmica, ela para Ciências Biológicas e eu Letras Português, na Universidade Vale do Acaraú, mais conhecida como: UVA. As aulas eram ministradas aos sábados, das 08:00 às 17:00 horas, ou seja o dia todo com muitas  informações, provas, trabalhos individuais e em grupos, seminários e ainda várias atividades para serem desenvolvidas durante toda a semana...
·Muitas pessoas acreditam que estudar apenas aos sábados é moleza, (ENGANAM-SE)
Eu, desde antes  começar o curso desejava fazer meu TCC incluindo a pessoa albina, mas como amadora não sabia nem por onde iniciar nem tão pouco prosseguir...  
(Soraya da mesma forma, tinha o mesmo anseio).
Pensando longe, cheguei a fazer um  curso de Oratória no SENAC, em fevereiro e março de 2012, mas a minha apresentação em 12/03, teve como tema: ALBINISMO HUMANO.
A cada nova disciplina perguntava aos professores se incluir esse tema era  possível na área de letras, muitos responderam, NÃO, outros falavam que teriam que fazer uma pesquisa antes, e ainda houve alguns que perguntaram se já tinha algo na área de Português... Enfim... Foi luta...
Em 2012, descobri o livro: ESCOLHI SER ALBINO de ROBERTO RILLO BÍSCARO, mas só comprei a autobiografia em 2013, o li, e tornei a perguntar aos professores se era possível incluir tal tema em minha área, novamente NÃO eu ouvi...
Em novembro de 2013, nossa professora informou que iria ser nossa orientadora no TCC, dai meu coração palpitou forte, Ana Carolina Souza, a qual nunca tinha feito a pergunta sobre a minha tão sonhada pesquisa. Em dezembro ela pediu que durante o recesso (NÃO TÍNHAMOS FÉRIAS, POIS AS AULAS ERAM AOS SÁBADOS), pesquisássemos tudo o que encontrássemos referente ao tema que desejávamos, assim eu fiz, internet, o livro de Roberto que já estava lido, marcado, e tudo mais que consegui.
No segundo sábado de janeiro de 2014, retornamos as aulas, Carol,(carinhosamente assim conhecida entre os alunos), perguntou se tínhamos pesquisado, e claro que levei tudo que encontrei, “com uma insegurança” e medo de ouvir mais um não, ela olhou todo material que a turma levou e eu resolvi que olhasse  o meu material por último.
Chegando a minha carteira Carol  olhou tudo minuciosamente, depois leu o livro PEDRINHO O MENINO ALBINO da autora Patrícia Prado e as orelhas ( SÃO AQUELAS “ORELHAS” FORMADAS PELA CAPA, EM QUE SE COSTUMA ESCREVER ELEMENTOS SOBRE O LIVRO COMO CURTAS BIOGRAFIAS DO AUTOR OU EXTRATOS, PARA AGUÇAR A CURIOSIDADE DAQUELES QUE OS FOLHEIAIM EM LIVRARIAS E FICAM TENTADOS A COMPRÁ-LO PELO POUCO QUE SE LEU EM SUA ORELHAS) da biografia de Roberto, e imediatamente falou: Dá para fazer sim seu trabalho, mas não será muito fácil para você Solange, pois quase não há assuntos a respeitos do tema, vamos incluir a pessoa albina na literatura, pois será algo “inédito”, com isso pediu que eu pensasse no tema e iniciasse a introdução do mesmo. Nossa, foi uma emoção e tanto... A cada sábado Carol olhava o desenvolvimento do trabalho e orientava o que deveria levar para  próxima aula... Sinceramente, amei fazê-lo, ela não descartava nada que eu levara, o trabalho foi elaborado com sucesso e tranquilidade...
No dia 12 de abril do mesmo ano, foi o grande dia, a apresentação do trabalho, Carol falou que eu não “levantasse a bandeira”, isto é, que não me envolvesse, ou usasse termos na primeira pessoa, assim o fiz, fiquei nervosa ao apresenta-lo confesso que até chorei, mas consegui, tirei um DEZ 10, foi excelente!  
· Soraya não conseguiu fazer o seu TCC referente ao albinismo, pois a orientadora da turma dela “obrigou” os alunos a seguirem por um caminho bem diferente ao desejado, a mesma gostaria que os alunos fizessem os trabalhos referentes aos temas do tipo: Dessalinização das águas, reciclagem do lixo, reaproveitamento dos alimentos... Tudo para facilitar as orientações sem que precisasse fazer grandes pesquisas...   
Depois de concluir meu curso, desejei prosseguir divulgando o assunto PESSOA ALBINA, e a inclusão da mesma na Literatura, então foi ai que recorri a Carol mais uma vez para me reorientar, ou melhor, como eu poderia publicar o trabalho já elaborado, com isso ela me deu umas dicas, dai surgiu o CENTEDI, (Congresso Internacional de Educação e Inclusão), o qual o trabalho foi aceito no GT-13
(DIREITOS HUMANOS, DIVERSIDADE E EDUCAÇÃO: FORMAÇÃO, CURRÍCULO, METODOLOGIAS E PRÁTICAS EDUCATIVAS), quando apresentado, dia 03 de dezembro de 2014, os participantes fizeram muitas indagações a respeito do tema e das pessoas albinas, pois todos eram leigos em relação ao assunto abordado.
Enfim, desejo prosseguir incluindo as pessoas albinas nas minhas atividades acadêmicas, pois ainda tenho outra graduação a concluir, Letras Espanhol e quem sabe se amplio ainda mais esse tema.

VEJAM:
A AUTO ACEITAÇÃO NO COTIDIANO DOS “FILHOS DA LUA”: UMA ANÁLISE DO SER DIFERENTE NA OBRA ESCOLHI SER ALBINO, DE ROBERTO RILLO BÍSCARO.
RESUMO: O presente artigo leva-nos a uma das características mais marcantes da literatura, a mimeses, essa necessidade eminentemente humana de transcriar, representar, transcender realidades pela palavra, pela imagem dos textos; dessa forma, espera-se que as mais variadas identidades de sujeitos sejam espelhadas pela literatura. No entanto, observamos a ausência de pessoas albinas como personagens em narrativas e poéticas, entre outras manifestações literárias. O objetivo desse trabalho torna-se, portanto, redimensionar as pessoas albinas, até o momento na “invisibilidade” literária e promover a inclusão de obras com esse conteúdo nas discussões acadêmicas. Almeja-se que o presente estudo gere reflexões e contribua para dar a visibilidade e atualidade a literatura do diferente quando se propõe a apresentar um leitura analítica da obra “Escolhi ser albino”, de Roberto Rillo Bíscaro. A metodologia qualitativa de cunho bibliográfico foi a escolhida, já que buscamos realizar leituras e investigar conceitos a partir de noções e teorias da linguagem literária, e a partir desse pressuposto envolver a alteridade dos albinos no âmbito literário, os autores que contribuíram para nossa pesquisa foram: Sébastien Joachin, Ferreira e Guimarães. Contudo, conseguimos mostrar através do livro escrito pelo autor Roberto Rillo Bíscaro a necessidade da inclusão do diferente no contexto literário, transmitindo a importância do mesmo para auxiliar os professores a trabalhar com o que não é comum na literatura, ou seja, sair da zona de conforto por parte de alguns profissionais e ainda envolver a questão do respeito ao próximo e amenizar a homogeneidade existente no próprio albino.

Trabalho completo em: 



 


27 de jan de 2015

Tânzania, até quando?

No país, há a crença de que poções feitas com o corpo ou membros de albinos trazem sorte

A crença de que poções feitas com corpos de pessoas albinas trazem sorte e riqueza alimenta um comércio cruel na Tanzânia.


Os albinos do país vivem em constante ameaça de morte, podendo, a qualquer momento, ser vítimas de verdadeiras "caçadas" no país Os compradores de albinos chegam a pagar o equivalente a R$ 200 mil pelo corpo inteiro de uma pessoa. Muitas vezes, o "negócio" é fechado pelas próprias famílias das vítimas Mesmo quando o ataque não é mortal, as vítimas perdem membros que valem cerca de R$ 10 mil, de acordo com informações do tabloide britânico Daily Mail

O albinismo é um distúrbio congênito caracterizado pela ausência de pigmento na pele, cabelos e olhos devido a uma deficiência na produção de melanina pelo organismo É um distúrbio muito raro no ocidente, mas bastante comum na África Subsaariana e em outros países africanos

Nos últimos anos, houve várias iniciativas para tentar conscientizar a população e romper preconceitos e superstições em torno do albinismo

Na Tanzânia, o governo lançou campanhas de conscientização, mas o problema persiste, especialmente em regiões mais remotas do país.

Fonte:: 


ALBINOS NÃO VISITEM, VEJAM SÓ AS IMAGENS POR VÍDEOS MESMO!