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8 de out de 2010

Lamentamos



Não é novidade mas ainda está acontecendo!

Albinos caçados na África


A Federação Internacional da Cruz Vermelha informou nesta quinta-feira, 19, que os países africanos Tanzânia e Burundi estão caçando seus cidadãos albinos para utilizar partes de seus corpos em rituais. A prática está levando milhares de pessoas nos dois países a fugir para o campo.

Na Tanzânia, país com aproximadamente 200 mil albinos, e em Burundi, onde se estima que vivam pelo menos mil albinos, as pessoas com esta doença genética têm que se manter isoladas para não serem alvo dos caçadores. Os corpos são comercializados em outros países africanos onde se acredita que eles trazem sorte e riqueza.

A Cruz Vermelha avalia os albinos como pessoas especialmente vulneráveis. A falta de pigmentação os torna mais suscetíveis a câncer e outras doenças de pele.

Fonte:

http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/africa-oriente-medio/albinos-cacados-na-africa/


Albinos fogem de onda de assassinatos ligada a feitiços na África, diz Cruz Vermelha

Os assassinatos de albinos para uso de suas partes do corpo para magia negra na Tanzânia e em Burundi obrigaram a milhares de pessoas a fugir, afirma a Federação Internacional da Cruz Vermelha.

"Milhares de albinos fugiram para o campo e não podem se mover livremente para estudar, buscar alimentos ou cultivar os campos por medo dos caçadores que querem partes de seus corpos", afirma o relatório da ONG Through Albino Eyes (Através dos olhos de um albino), publicado nesta quinta-feira.

Partes dos corpos de albinos --doença genética que deixa a pessoa com pouca ou nenhuma pigmentação na pele, cabelo e olhos-- são vendidas em algumas regiões da Tanzânia, Burundi e outros países africanos por trazerem sorte e riqueza e para serem usadas em atos de feitiçaria.

O documento estima em 10 mil o número de albinos que fogem desta prática cruel, além de 300 crianças ou adolescentes que estão escondidos em escolas da Tanzânia para deficientes ou em refúgios criados pela polícia em Burundi.

A Cruz Vermelha diz estar investigando a morte, em 21 de outubro passado, de Gasper Elikana, um menino albino de apenas dez anos assassinado por caçadores.

Segundo fontes oficiais, o número de albinos assassinados chega a 44 na Tanzânia e a 12 em Burundi. Alguns veículos de imprensa estimam, contudo, que o número de assassinatos na Tanzânia supere os 50.

A Tanzânia tem cerca 200 mil albinos, segundo estimativas do Centro Albino da Tanzânia. Em Burundi, não há números oficiais sobre o número de albinos, mas as estimativas da Cruz Vermelha indicam ao menos 1.000 pessoas com esta condição genética.

Na Tanzânia, ao menos sete pessoas foram condenadas à pena de morte pelo assassinato de albinos.

Esta parte da população é descrita pela Cruz Vermelha como especialmente vulnerável, já que a condição da doença reduz a proteção natural contra o sol e muitos sofrem com câncer de pele.

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u654744.shtml


Tanzânia condena quatro à morte por matar albino para fazer feitiço


Uma corte da Tanzânia condenou nesta sexta-feira quatro pessoas à pena de morte pelo assassinato de um homem albino para utilizar partes de seu corpo que teriam poderes especiais, informa reportagem da rede de TV CNN.

Os quatro foram condenados pela morte de um albino de 50 anos na região de Shinyanga para a remoção de partes de seu corpo, disse Lucas Haule, comissário assistente de polícia, citado pela TV americana. A pena é de morte por enforcamento.

Partes dos corpos de albinos --doença genética que deixa a pessoa com pouca ou nenhuma pigmentação na pele, cabelo e olhos-- são vendidas em algumas regiões da Tanzânia e outros países africanos por trazerem sorte e riqueza e para serem usadas em atos de feitiçaria.

Outros três homens foram condenados à morte no fim de setembro passado na mesma cidade pela morte de Matatizo Dunia, um albino de 13 anos que teve as pernas cortadas e vendidas a praticantes de magia negra.

Os assassinatos de albinos cresceram na Tanzânia, que tem 200 mil albinos, segundo estimativas do Centro Albino da Tanzânia.

Desde dezembro de 2007, ao menos 53 albinos foram mortos no país e tiveram pedaços dos corpos usados em feitiçaria. Os homicídios, conforme as autoridades, foram motivados por crenças supersticiosas.

De acordo com testemunhas, na Tanzânia, quem mata albinos consegue vender os órgãos internos, extremidades e outras partes dos corpos por até 10 milhões de xelins tanzanianos (quase R$ 14 mil). Os compradores são feiticeiros, que utilizam os restos humanos na elaboração de "poções mágicas".

O governo da Tanzânia já abriu investigações referentes a ao menos 15 casos de assassinatos de albinos. Mais de 90 pessoas, incluindo quatro policiais, já foram presas sob acusação de envolvimento nos crimes.

Fonte:

Burundi julga onze por morte de albinos

Teve início no Burundi o julgamento de 11 acusados de matar 12 albinos. Este é o primeiro julgamento no país africano ligado à recente onda local de crimes contra albinos, que causou a morte de mais de 50 pessoas.

Todos os 11 acusados negam envolvimento. Se condenados, eles podem pegar penas de prisão perpétua.

A polícia diz que partes dos corpos de albinos mortos foram contrabandeadas para fora de Burundi e vendidas na Tanzânia para serem usadas em rituais de feitiçaria.

Curandeiros da região dizem que rituais com partes de corpos de albinos trazem sorte no amor, vida e negócios.

Na Tanzânia, mais de 40 albinos foram mortos recentemente.

Uma associação que defende os direitos dos albinos no Burundi afirma que as autoridades finalmente parecem estar levando a sério os assassinatos, mas que são necessárias mais ações para proteger os albinos --pessoas que sofrem de albinismo, condição marcada pela ausência de melanina, pigmento que dá cor à pele, no organismo.

Pelo menos 200 pessoas foram presas em conexão com o contrabando para a Tanzânia, mas ninguém foi condenado até agora.

Fonte:

Albinos de Tanzânia e Burundi pedem proteção contra assassinatos em rituais

Mais de 50 albinos foram mortos em rituais ligados à bruxaria no último ano na Tanzânia e Burundi, onde as autoridades começaram a tomar medidas para pôr fim a este massacre, embora a minoria afetada as considere insuficientes e, algumas vezes, ridículas.

O presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, decidiu este mês instalar urnas por todo o país para que os cidadãos, de forma voluntária e anônima, possam "votar" em seus "suspeitos" de matar albinos, para, uma vez feita uma apuração, deter "os mais votados".

A secretária-geral da Fundação de Albinos da Tanzânia, Ziada Nsembo, disse que não vê com bons olhos a medida: "É ridícula. Não oferece garantias e servirá apenas para despertar a animosidade entre os moradores".

"Na Tanzânia, já foram detidos 92 supostos assassinos de albinos, mas eles ainda não foram a julgamento. Isso não serve para resolver o problema", disse Nsembo.

No Burundi, a polícia deteve em 16 de março 10 pessoas que foram acusadas de matar albinos para comercializar seus restos na Tanzânia, onde são usados em rituais de bruxaria.

Apesar de os governos dos dois países trocarem elogios nos últimos meses e condenarem de forma pública os ataques contra os albinos, Ziada não acredita que o Burundi esteja fazendo "o suficiente".

"Não parece que eles levam estes crimes a sério", confessou, alarmada pelo aumento de assassinatos dos "brancos malditos", como são chamados por seus "carrascos" na Tanzânia e no Burundi.

Pelo menos 10 albinos foram assassinados e mutilados nos últimos seis meses no Burundi e mais de quarenta nos últimos 12 meses na Tanzânia, que tem uma população registrada de 7.124 albinos, "embora este não sejam números reais, já que muitos vivem escondidos pelo medo", apontou.

Insatisfeita com a resposta das autoridades, Ziada iniciou sua própria luta há quase 30 anos, em 1980, quando decidiu fazer parte da Fundação Tanzaniana de Defesa dos Albinos, que, como ela, não sofrem apenas com os efeitos do sol do trópico em sua pele, mas também têm de lutar contra preconceitos e superstições de uma população "ignorante e faminta".

Os feiticeiros das áreas rurais da Tanzânia, especialmente as regiões próximas aos Grandes Lagos do nordeste do país, fazem os aldeões acreditar que "ficarão ricos se matarem um albino, amputarem suas extremidades, arrancarem sua pele e misturarem tudo em uma poção".

"Os bruxos pedem grandes quantidades de dinheiro, entre 20 e 30 milhões de xelins tanzanianos (de US$ 16 mil a US$ 24 mil) para preparar a bebida com os corpos dos albinos", acrescentou Ziada.

Apenas nas cidades as condições de vida dos albinos destes países melhoram, pois nelas podem levar uma vida quase como a dos demais: "Em Dar-es-Salam, onde cresci, pude levar uma vida mais ou menos normal, sem me sentir-me atacada", disse Ziada.

"O maior problema está nas regiões mais remotas, onde as crianças albinas nem sequer podem ir ao colégio pelo medo de serem sequestradas no caminho", afirmou.

Fora do Hospital Ocean, de Dar-es-Salam, capital financeira da Tanzânia, onde Ziada tem um pequeno escritório no qual oferece ajuda a outros com o mesmo problema, cinco albinos descansam na sombra e os olhos fechados.

"Nossa visão é muito ruim. O sol danifica nossa pele e as córneas dos olhos. Precisamos de apoio para comprar protetores solares e óculos escuros", disse Ziada.

"Mas o governo quase não colabora, com uma ínfima subvenção. Tudo que recebemos é de doadores ou de ONGs", denunciou.

Uma das últimas contribuições surgiu de um grupo de homens de negócios locais, que doou à Fundação de Albinos da Tanzânia 350 telefones celulares para que os albinos possam entrar em contato com a polícia de forma automática caso sejam atacados ataque.

"Esta foi uma bela contribuição, mas não deixa de ser um remendo. Para que o problema desapareça, é preciso investir na educação e melhorar as condições econômicas dos tanzanianos. É a pobreza que provoca estas atrocidades", conclui Ziada.

Fonte:





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