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8 de abr de 2011

Albinismo


VITÓRIA DA CONQUISTA DISCUTE ALBINISMO


Câmara realiza sessão especial sobre políticas públicas para albinos
A Câmara Municipal realizou, nesta quarta-feira (30), sessão especial para discutir a elaboração de políticas públicas para albinos. A sessão foi uma iniciativa do mandato do vereador Beto Gonçalves (PV), que afirma que a sessão tende a reforçar a criação e discussão de políticas públicas em benefício da população albina, a fim de garantir seus direitos, visando melhor qualidade de vida.

Gonçalves destacou a importância da discussão sobre o assunto, ressaltando as explicação biológica para o albinismo. Segundo o parlamentar, os portadores da doença têm maior risco de desenvolver câncer de pele e cegueira. “Existe preconceito e exclusão para com as pessoas que manifestam a doença”, disse.

O vereador defendeu a elaboração de políticas públicas voltadas para os albinos. “Quando solicitamos essa sessão, tínhamos o objetivo de trazer o assunto para o debate e buscar soluções para os problemas enfrentados pelos albinos”, declarou, ressaltando que vai encaminhar para a Prefeitura o projeto de lei, de sua autoria, que dispõe sobre políticas públicas para pessoas albinas.

Maria Esther Ventim de Oliveira, dermatologista e professora do curso de Medicina da UESB, afirmou que o albinismo é uma condição geneticamente determinada, que atinge uma para cada 20 mil pessoas. “Além da alteração da melanina, o albinismo também provoca alterações visuais, auditivas e neurológicas”, afirmou, ressaltando a necessidade da fotoproteção da pele dos portadores de albinismo.

Segundo Sabrina Nascimento Bastos, terapeuta ocupacional, é imprescindível a proteção da pele, para que os portadores de albinismo não desenvolvam câncer de pele ou tenham queimaduras de sol. “Todo albino tem baixa visão, o que atrapalha a vida dos portadores da doença”, disse, defendendo a intervenção precoce nas crianças que nascem com a doença.

Para Josemeire Nóbrega Almeida, que representou a Secretaria Municipal de Saúde, é preciso mobilizar a sociedade para inserção dos portadores de albinismo nas políticas públicas municipais. “É preciso melhor assistir as pessoas com albinismo. Temos que atuar de maneira mais precisa nos primeiros anos de vida do portador de albinismo”, declarou.

Nivaldo Vieira Santana, coordenador de Laboratório de Estudos da UESB, afirmou que Vitória da Conquista tem crianças e adolescentes com a pele deteriorada pela falta do uso do protetor. “Quais são as nossas responsabilidades para minimizar este problema?”, questionou o professor, ressaltando que cabe ao Estado e à família prestar assistência às pessoas portadoras de albinismo.

“Solicito aos representantes do povo que se mobilizem em função da distribuição de protetor solar para os albinos; desenvolvam políticas públicas para que crianças tenham exames de avaliação oftalmológica e elaborem políticas de inclusão de albinos no mercado de trabalho”, declarou.

Segundo Letícia Souza, representante dos Pais e Familiares das Pessoas com Albinismo, crianças albinas deveriam ter prioridade nos exames com dermatologistas do Sistema Único de Saúde (SUS). Souza também cobrou a distribuição gratuita de protetor solar para pessoas portadores da doença.
O professor Itamar Aguiar afirmou que o problema do albinismo vai além de questões envolvendo preconceito. “Como se dá o processo de subjetivação humana de pessoas portadoras de albinismo?”, questionou, destacando que as autoridades públicas devem ser sensíveis aos problemas dos albinos.

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