Blog feito com amor!

29 de dez. de 2014

Albinos: MUNDO DA INCLUSÃO!



Olá pessoal!!!
Venho mais uma vez até vocês para dividir convosco uma alegria, que aliás não é só minha e sim nossa.

O número 41 da revista Mundo da Inclusão traz especial sobre albinismo com informações acerca de como proceder com alunos albinos, o trabalho premiado do fotógrafo Gustavo Lacerda, além de diversas indicações de blogs, como o nosso Albinos(as) do Nosso Nordeste, o blog do Albino Incoerente e também a autobiografia Escolhi Ser Albino de Roberto Rillo Bíscaro, foram indicados pela publicação. É uma honra nossa saber que a informação sobre a pessoa albina está indo cada vez mais longe, além do mais o esclarecimento sobre o assunto está tirando cada vez mais a invisibilidade dos albinos nessa sociedade dos “IGUAIS”.
Agradeço e parabenizo à equipe pelo oportuno da publicação.

         

Fontes: 

http://www.edminuano.com.br

Pessoas albinas não podem ficar abandonadas ao relento, na invisibilidade! 


11 de out. de 2014

Luta constante!


De acordo com as pesquisas nas redes sociais, as pessoas estão cada dia mais se assumindo como PESSOAS ALBINAS e se unindo para buscarem seus direitos, e querendo fazer valer sua cidadania, por isso a luta para elaborar uma associação Nacional, e consequentemente o Instatuto no Brasil.

Veja a entrevista na TV FUTURA com a participação presencial de Andreza Aguida  e Joselito Luz por telefone! 

Nota importante: desconsiderem a parte final, onde a médica incita a queima do nervo óptico, relacionada ao nistagmo, pois não procede.





10 de set. de 2014

Albinismo na TV! O Canal Saúde




Albinismo na TV! O Canal Saúde


A saúde da pessoa albina, o cuidado com a visão e a pele... 


Em um diálogo simples, sem aquela visão de "coitadinho" que alguns ainda têm!



Participação de



Mirian Dias  e Marcelo Alves 






VEJAMOS:



http://www.canal.fiocruz.br/video/index.php?v=Albinismo-LES-1693&taxa=mp4-56kbps












8 de set. de 2014

A APALBA ORGANIZA DOAÇÃO DE ÓCULOS PARA CORREÇÃO DE VISÃO SUBNORMAL




Dia 27 de agosto, às 17 horas, na Ótica POP do Salvador Shopping, acontecerá a entrega de 15 óculos com lentes especiais para correção da visão subnormal (baixa visão), doados para os associados da APALBA-Associação das pessoas com albinismo na Bahia, na luta para minimizar os efeitos das sequelas do albinismo e contribuir na melhoria da qualidade de vida das pessoas beneficiadas.
O evento é resultado da parceria da APALBA com a Clínica COI, do oftalmologista Edson Silveira, que garantiu a doação de óculos com lentes filtrantes, produzidas pela fabrica Alemã ZEISS vision do Brasil, cujas armações e montagem foram oferecidas pelas Óticas POP. Para os associados da APALBA estes 15 óculos representam mais uma conquista, graças às parcerias construídas na área oftalmológica para doação de óculos que já beneficiaram cerca de 50 pessoas com aproximadamente 80 óculos distribuídos.
É preciso salientar que a grande maioria das pessoas cadastradas e acompanhadas pela Associação possuem renda familiar em torno de 01 salário mínimo e devido ao baixo poder aquisitivo, muitas delas teriam dificuldade em adquirir os óculos, que atualmente custam entre R$ 1.300,00 e R$ 2.000,00, e dependendo da complexidade da visão, muitos pacientes necessitam de 02 ou mais equipamentos óticas



Apalba Ssa

O BELO QUE NEM SEMPRE SE MOSTRA!



A fotógrafa belga Sanne de Wilde produziu uma série de imagens, intitulada “Snow White” (“Branca de Neve”), na qual captura um grupo de albinos, destacando suas belezas únicas.



https://estilo.catracalivre.com.br/2014/09/serie-de-retratos-revela-a-delicada-beleza-de-albinos/


Maceió em foco!



Trabalho realizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Maceió para pessoas com albinismo e baixa visão. Comparecer ao PAM Salgadinho, no Bloco M para obter informações e orientações. Importante ressaltar que Maceió é a segunda capital do Brasil a conceder protetor solar às pessoas com albinismo.


Os albinos: pessoas com baixa produção de melanina enfrentam sérios problemas de pele


O albinismo vai além do que a gente pode ver, os pacientes apresentam problemas de visão e estão mais suscetíveis a queimaduras solares e câncer de pele

DIFICULDADES x SUPERAÇÕES!



Falar de pessoas albinas como pessoas frágeis, com visão subnormal, que não podem sair no sol... Tudo isso a maioria das pessoas já sabem, porém citar que as mesmas são capazes de superar seus limites, são coisas que quase a mídia não comenta!!!

LAMENTÁVEL!!!

Contudo, eis ai uma reportagem louvável da TV FUTURA,  que não mostra o albino como um ser que deve ficar isolado e analfabeto, mas que sabe enfrentar seus limites e ir em busca dos seus sonhos!!!

13 de jul. de 2014

Albinos e BEM ESTAR


Albinos no programa BEM ESTAR!


Há um pouco de sensacionalismo sim, INFELIZMENTE...
Lamentamos essas reportagens pois não mostram que mesmo com tantas dificuldades, os albinos são capazes de vencer, e não são apenas vítimas das circunstâncias...

Fonte:
http://g1.globo.com/bem-estar/videos/t/edicoes/v/albinos-sofrem-com-luz-do-sol/3483159/

15 de mar. de 2014

FELICITAÇÕES!!!

Entre buscas e conquistas! 
Parabéns APALBA!!!


A APALBA – Associação das Pessoas com Albinismo na Bahia na semana do seu 13º aniversário de fundação faz uma reflexão sobre os avanços e dificuldades enfrentadas pelos albinos na luta pela visibilidade, contra o preconceito e busca por acessibilidade e inclusão.
As pessoas com albinismo nascem sem produzir o pigmento que lhes dá a cor da pele, pêlos, cabelos e olhos. Com o tempo sofrem envelhecimento precoce e câncer de pele que lhes causam grande sofrimento. Seus olhos, quase sempre, com movimentos involuntários da íris sofrem muito com a exposição solar e evoluem para visão subnormal e cegueira.
Desconhece-se o número exato de pessoas com albinismo no Brasil e na Bahia, pois não existem estatísticas oficiais sobre o problema, apesar da abrangência de uma importante parcela da população que carece de ações públicas que minimizem as sequelas da patologia.
Nos municípios não existem programas que assegurem, especialmente aos residentes na zona rural, acesso aos serviços públicos, especialmente de saúde, educação e geração de trabalho e renda.
O Município de Salvador, conforme estabelece a Lei Municipal 7.040 de 01/08/2006 no dia 15 de março, também deveria ser comemorado o dia de luta em defesa dos direitos das pessoas com albinismo. Pela referida Lei a Secretaria Municipal de Saúde deveria preparar e realizar o evento comemorativo. Infelizmente a gestão municipal não cumpriu o quanto estabelecido.
Embora a Secretaria de Saúde de salvador efetue a distribuição de protetores solar desde 2006, não oferece nenhum atendimento dermatológico e nem oftalmológico satisfatório. Destaca-se ainda a existência de pessoas com albinismo isoladas, a exemplo dos residentes na Ilha de Maré, completamente expostos ao sol e sem nenhum programa de prevenção do câncer de pele e da cegueira.
A APALBA tem tido extrema dificuldade de acesso aos representantes da saúde do Município de Salvador, pois até agora foram infrutíferos todos os esforços na busca de um entendimento que mude a dura realidade da população com albinismo.
A APALBA já solicitou e aguarda audiência com o Prefeito e/ou Secretário de saúde, do Município de Salvador, para discussão e encaminhamento de alternativas aos problemas enfrentados pela população com albinismo do Município.
Na Bahia podemos destacar o pioneirismo do Estado na distribuição pelo SUS de protetores solar como prevenção do câncer de pele, atendimento dermatológico prioritário pelo CICAN e Hospital das Clínicas. Destaca-se o esforço da gestão estadual em incluir a população com albinismo dentre as prioridades nas ações governamentais e na tentativa de implantação do programa de atenção integral a saúde das pessoas com albinismo, construído conjuntamente pela a SESAB e APALBA, aprovado pela CIB - Comissão Intergestores Bipartite em dezembro/2010. Contudo, o início do referido Programa esbarra na morosidade decorrente da burocracia estatal;
Desde 2006, aguarda-se do governo brasileiro a contagem dos albinos existente no país através do censo do IBGE, bem como a criação e implantação de programas específicos que minimizem as sequelas decorrentes do albinismo, que assegurem o autocuidado como medida de prevenção das sequelas da patologia e o acesso a educação inclusiva e a geração de trabalho e renda, dentre outros serviços públicos.

Salvador, 12 de março de 2014.

Direção da APALBA


Contato: Joselito Luz - 71 8851-2174, 71 9969-9479, 71 8606-3656, 71 8356-8426, 71 3015-8219, 71 3326-5735.

Nota oficial!!!



27 de mai. de 2013

Perda irreparável!



Luto!
Infelizmente faleceu, em Salvador, hoje à tarde Edivane Souza, de Jequié - BA. Estudante de Biologia, Noiva de Rodrigo Leandro, que muito a amava, uma moça bem humorada e sempre disposta a conversar. Perdi as contas de quantas vezes nos falamos, pelo MSN e FACEBOOK. De tão cativante, fez amigos através da internet e tenho certeza que muitos albinos espalhados pelo Brasil hoje sentem a sua partida.
O fato é, queridos, que perdemos mais um "Branquinho" em decorrência do câncer. E fica aqui uma pergunta: Até quando? Quantas pessoas com albinismo vamos ter que enterrar até que possamos entender que "uma voz sozinha pode nunca ser ouvida mas todas as nossas vozes juntas produzirão um som incapaz de ser ignorado"??
E é isso que espero, que essa morte produza um grito, um clamor junto às esferas do Governo. Que falemos em alto e bom som que não queremos morrer jovens, com câncer de pele. Que temos o direito à saúde, que vai muito além da simples ausência de doença.
Texto de Mirian Dias, adaptação, Sol Angel
Uma das suas ultimas postagens em seu Facebook foi essa imagem
Que é uma pequena parte dessa música

Isso é que é fé!!!


22 de mai. de 2013

Dia do abraço




O Dia do Abraço é comemorado todos os anos no dia 22 de maio.

O abraço é uma demonstração de carinho, afeto ou amizade que está presente em todas as culturas. Normalmente o abraço pressupõe alguma intimidade, mas algumas culturas são mais "abraçadeiras" do que outras.
O abraço é quando duas ou mais pessoas – geralmente duas – ficam parcial ou completamente entre os braços da outra. É usado, dependendo da cultura local, como forma de demonstração de afeto de uma pessoa para outra. Através dele podemos cumprimentar ou expressar sentimentos como carinho, amor, compaixão,saudade, congratulação etc. Um abraço em alguém pode demonstrar também proteção instintiva.
O abraço consiste basicamente no envolvimento de uma pessoa nos braços da outra. É possível um abraço "completo", quando as duas pessoas se abraçam entre si ou um abraço unilateral, quando alguém permanece imóvel e a outra pessoa a abraça. Geralmente um abraço é dado pela frente de ambos, mas também pode ser dado de lado ou por trás. Entretanto, a expressão "abraço por trás" pode ter um sentido sexual mais forte. Um abraço pode ser coletivo e dado entre mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
É possível também abraçar objetos ou animais, como por exemplo uma árvore ou um pequeno cão. Algumas vezes, abraços entre amigos pode ser feito ou finalizado com uns tapinhas nas costas.
Dependendo da intensidade e forma como é expressado, um abraço pode fazer parte do relacionamento sexual dos seres humanos, despertando tanto no homem quanto na mulher, sinais de libido. Esse tipo de abraço pode acompanhar um beijo apaixonado.
Apesar de incomum, pode-se dizer também que alguns animais podem abraçar. Uma gorila, por exemplo, pode abraçar seu filhote de forma muito parecida com o ser humano, uma gata pode cobrir seus filhotes com a pata para proteger, e pode ser interpretado por nós como um abraço.
 Impessoal 
Um abraço impessoal geralmente é apenas "falado" e não é dado de fato. Especialmente no Brasil, é comum cumprimentar ou se despedir dizendo "um abraço", mas muitas vezes não abraçando de fato. Esse tipo de abraço impessoal é um sinal de mínima intimidade mas é comum também entre pessoas desconhecidas. Ao se despedir numa carta, por exemplo, é relativamente comum dizer "um abraço", "abraço" ou "abraços". impessoal.
 Sexual 
Na cultura popular brasileira, chama-se o abraço que exprime uma conotação sexual como "amasso" ou "abraço quente". Um abraço neste estilo consiste geralmente em apalpar, apegar-se ou apertar mais que um abraço comum.

Amplexoterapia

Há quem acredite que abraçar seja uma ótima terapia contra a tristeza e adepressão, pois o abraço seria muito mais do que um simples "apertão" de braços, e que no momento que abraçamos afetuosamente a quem apreciamos, transmitimos ali emoções como o amor e a paz.
 No Dia do Abraço é normal existirem atividades de comemoração que envolvem muitos abraços, ou pessoas oferecendo abraços grátis! A melhor maneira de desejar para algum um feliz Dia do Abraço é dando um abraço!
Abração A TODOS QUE LERAM ESSA POSTAGEM =)



16 de mai. de 2013

Posse da nova direção da APALBA!!!



A APALBA, (associação de pessoas com albinismo da Bahia), nos  fez o seguinte convite:

A APALBA – Associação das Pessoas com Albinismo na Bahia tem a honra de convidá-lo(a) para participar da Cerimônia de Posse dos membros da Diretoria Executiva, Conselho Fiscal, Comissão de Ética e Conselho Consultivo da Entidade, eleitos para o biênio 2013/2015. A solenidade acontecerá no dia 11 de maio de 2013, das 09 às 11 horas, na Rua General Labatut, n.º 65, Barris, Salvador – Ba, no Auditório do SINDAE – Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto da Bahia, composta dos seguintes membros: DIRETORIA: Joselito Pereira da Luz (Diretoria Executiva); Marly de Jesus Silva e Ana Rita Guerra Ferreira (Diretoria Administrativa e Financeira); Domingas Mendes Santos e Rafaela Melo Magalhães (Diretoria de Assuntos Sociais); CONSELHO FISCAL: Adilza Santos Pereira, José Jorge Bispo, Maria Lúcia Cordeiro Araujo Saldanha, Crissiane Santana de 
Paula e Marcelo Gomes Barbosa; COMISSÃO DE ÉTICA: Maria Helena Machado Santa Cecília, Ana Silva de Jesus, Pedro Silva de Jesus, Cristiane Santos oliveira e Maria Joselita Pereira da Luz; CONSELHO CONSULTIVO: Dra. Shirley Cristina Moreira, Dr. Edson Silveira, Dra. Maria de Fátima Neri e Profa. Lilia Maria de Azevedo Moreira.
A Direção.

PAUTA!

Esta acima foi a pauta do evento, MARAVILHOSO !!!

Que esta associação cresça ainda mais em SERVIÇO, ESTRUTURA, DEDICAÇÃO, e principalmente, QUE OS PODERES PÚBLICOS LHES AUXILIEM nessa luta!!!
PARABÉNS A TODOS!!!



3 de mar. de 2013

AGENDA!!!


Extra! Extra!!!

Albinos no Rio de Janeiro se reúnem organizadamente.
Se você é albino, ou tem em sua família ou quem sabe tem um amigo ou um conhecido que seja, passe essas informações!!!
Colabore para o bem estar de uma pessoa com albinismo, seja um repassador dessa boa nova!!!
Informações com:

Mirian Dias  ou Vanessa Amaral

Obrigada!




19 de fev. de 2013

Pessoas querem ser melhor fazendo seu próximos pior!

 

Pessoas querem ser melhor fazendo seu próximos pior!

Criança albina tem mão cortada para servir de amuleto.
Criminosos em busca de albinos para fabricar amuletos cortaram a mão de um menino de sete anos na Tanzânia, indicaram as autoridades neste domingo (17).
“O menino foi atacado no sábado por três pessoas quando voltava caminhando para casa, com quatro colegas de escola”, disse Apolinary Macheta, chefe do governo do distrito de Milepa, no sudoeste da Tanzânia.
O menino, Mwigulu Magessa, está internado em um hospital, acrescentou Macheta.
Poucos dias antes, homens armados com facões cortaram o braço de uma mulher albina, mãe de quatro crianças. A polícia disse no sábado (16) que prendeu cinco homens.
Na África, muitos albinos são assassinatos e esquartejados pela crença de que seus membros servem para fazer amuletos que trazem boa sorte e prosperidade e que chegam a ser vendidos por milhares de dólares.



19 de jan. de 2013

Hélio Almeida


Hélio de Almeida, que quase morreu por exposição ao sol quando criança, hoje, aos 38 anos, ainda convive com a falta de informação da sociedade 
Albinos cobram atenção do poder público

Pessoas que sofrem a hipopigmentação vivem à margem das políticas públicas e ainda precisam superar o preconceito para se fazer entender e respeitar
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Quando tinha cinco anos, o agente de Saúde Ambiental, Hélio Simião de Almeida quase morreu ao ficar exposto ao sol. De família humilde, seus pais desconheciam o fato de ele ser portador de albinismo, uma hipopigmentação congênita caracterizada pela ausência parcial ou total do pigmento na pele, nos cabelos e nos olhos.

Hoje, aos 38 anos, Hélio Almeida ainda convive com a falta de informação da sociedade sobre a doença, sobretudo com a indiferença do poder público. Diante de tanta apatia, ele registra em sua vida algumas conquistas, especialmente no setor educacional. “Já pensei em desistir, mas sou persistente. Hoje, faço faculdade de Ciências Biológicas, mas tive muitas dificuldades”, contou.

Essa situação se explica porque o albinismo, que decorre de um bloqueio incurável da síntese de melanina, afeta os olhos e provoca a redução da acuidade visual, estrabismo, fotofobia, perda da percepção de profundidade, causa deficiência visual moderada a séria, conforme informações do site www.causaalbina.mt.com, da Associação das Pessoas com Albinismo em Mato Grosso (APA/MT), criada em janeiro deste ano.

“A sociedade não está preparada para receber a pessoa com albinismo. Na educação, os professores não sabem como lidar com as pessoas albinas, que precisam de um acompanhamento diferenciado”, disse Hélio Almeida, que com óculos enxerga apenas 20%.

Nas escolas, as crianças ou adolescentes albinos são alvos constantes de piadas. “Chamam de alemão, galego, isso quando não usam termos mais fortes”, frisou.

Já o sol forte de Cuiabá também cria dificuldades ainda maiores para a rotina destas pessoas, que possuem uma sensibilidade maior à luz solar. Um dos grandes riscos é o acometimento de câncer de pele. “Já teve uma pessoa no grupo que realizou 37 cirurgias de câncer de pele. E o governo prefere gastar dinheiro no tratamento da doença do que trabalhar a prevenção”, informou a coordenadora da APA, pedagoga Maria Madalena Simões, também especialista em Educação.

Neste contexto, ela lembrou a importância do uso do protetor solar, que minimiza a ação danosa ao albinismo. “Mas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) considera os protetores solares não como medicamentos, mas como cosméticos. Por isso, o preço é tão elevado, o que dificulta que pessoas de baixa renda adquiram o produto”.

Faltam ainda levantamentos ou estudos sobre os portadores de albinismo no Brasil. Um exemplo citado é fato de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não ter dados sobre o número de albinos, que são classificados como brancos, no país. “A ausência de estudos faz com que se aumente a invisibilidade e o estigma contra os portadores de albinismo”, afirmou.

Situação como esta, destacou Maria Madalena, dificulta ou impede políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas nas áreas da saúde, educação, trabalho e previdência. No Brasil, estima-se que existam 20 mil brasileiros com albinismo, levando-se em conta que a proporção de pessoas com albinismo é de uma para cada dezessete mil habitantes. No Estado, seriam de 300 a 500.

Maria Madalena destacou ainda a falta de um serviço que oriente os familiares e as pessoas com albinismo desde o nascimento. Por conta da discriminação, boa parte abandona os estudos mais cedo. “A maioria dos portadores de albinismo não chega ao ensino superior”, citou. “Se não tiver uma estrutura ou apoio da família que ajude, ele abandona a escola”, acrescentou. 
Helio Simiao  Saudade amigo!!!





28 de dez. de 2012

Descaso.


Mãe procura tratamento para
filha com albinismo no Rio sem sucesso!

Nicole, de um ano, tem albinismo e não pode ser exposta ao sol. Os médicos da rede pública não fizeram o diagnóstico do distúrbio após o nascimento. A mãe tenta tratamento há um ano pelo SUS, sem sucesso.

16 de nov. de 2012

Albina e seu valor como pessoa!


Modelo albina combate preconceito em semana da moda africana.

Na confusão de um camarim durante a Africa Fashion Week, realizada na semana passada em Joanesburgo, na África do Sul, uma mulher sentava-se em um canto, quieta.

No entanto, em meio ao vai e vem de modelos e estilistas de várias partes do continente africano, ninguém chamava mais a atenção no recinto do que a silenciosa supermodelo americana Diandra Forrest.

Sem qualquer pigmentação em seus cabelos ou pele, a novaiorquina que cresceu no Bronx, bairro de maioria negra, está acostumada a ser notada.
Cerca de uma em cada 17 mil pessoas no mundo nasce com o distúrbio genético que afeta Diandra, o albinismo. Ele é caracterizado pela ausência total ou parcial de pigmentação na pele, cabelos e olhos, e também pode estar associado a problemas de visão.
Em alguns países africanos, particularmente no leste do continente, albinos correm risco de sequestro e mutilação. Segundo crenças populares, as partes de seus corpos contribuem para tornar certos rituais e poções mágicas mais poderosos.
Diante dessa realidade terrível, Diandra tem consciência de que sua presença na Africa Fashion Week teve um papel mais importante, ao desafiar os conceitos tradicionais de beleza.
"É muito importante para mim estar aqui porque quero mudar a forma como as pessoas veem meninas com albinismo no continente", disse a modelo à BBC.
"Cresci achando que minha vida era dura, com as crianças rindo de mim o tempo todo. Eu voltava para casa chorando", ela recordou.

'Chocada'

"Mas isso não é nada em comparação com o que as pessoas como eu enfrentam por aqui, particularmente nas áreas rurais".
"Quando descobri que em países como a Tanzânia albinos como eu correm o risco de ter seus membros amputados para o comércio fiquei tão chocada! Pessoas como eu vivem cada dia de suas vidas com medo. É terrível".
Nas passarelas internacionais, no entanto, Diandra Forrest está lançando uma tendência.
Como outros nomes do mundo da moda, o estilista sul-africano Jacob Kimmie, radicado na Grã-Bretanha, ficou impressionado quando viu Diandra.
"Ela não parece ser desse mundo, tinha de tê-la no meu desfile", ele disse.
"É verdade que usar modelos albinas é o quente no momento. Mas espero que o impacto de se usar pessoas que têm aparência muito diferente seja inspirar uma mudança a longo prazo".
A modelo sul-africana Refilwe Modiselle, uma albina que cresceu em Soweto, cidade contígua a Joanesburgo, concorda.
Ela iniciou sua carreira aos 13 anos de idade. Hoje, é garota propaganda da grife sul-africana Legit. E conta que o albinismo costumava ser visto de forma negativa, mas está se tornando parte da norma.
"Realmente sinto que o trabalho que Diandra e eu estamos fazendo é o início de uma mudança verdadeira".

Feitiçaria

No entanto, na província sul-africana de Kwazulu Natal, cerca de um dia de distância da passarela da Africa Fashion Week, a família de um menino albino desaparecido há mais de um ano teme que ele tenha sido sequestrado por pessoas envolvidas em bruxaria.
Mais recentemente, em Meru, na Tanzânia, o corpo de um albino com idade estimada em torno de 30 anos foi descoberto em junho. Várias partes de seu corpo estavam faltando.
As partes do corpo dos albinos são usadas em poções "medicinais" ou enterradas sob prédios comerciais. Segundo a crença, elas trazem prosperidade.
Seria uma modelo em uma passarela realmente capaz de mudar essa realidade?
Peter Ash, autor de um relatório sobre albinismo encomendado pela ONU em 2012, responde que sim.
"Quanto mais pessoas com albinismo são retratadas de forma positiva, melhor. Realmente ajuda", ele disse.
"O problema principal que encontramos é uma aceitação tácita da violência contra pessoas com albinismo porque elas são vistas como subumanas, uma representação do demônio, ou como portadoras de uma maldição".
"Então é crucial que sociedades africanas comecem a ver modelos positivos para que possamos mudar esse tipo de pensamento".

Preconceito

O relatório da ONU cita estimativas da ONG de apoio a albinos Under the Same Sun, segundo as qual 71 pessoas com albinismo teriam sido mortas e 31 teriam sobrevivido a ataques na Tanzânia entre 2006 e 2012.
Em Burundi, 17 albinos foram mortos. No Quênia, sete. Na Suazilândia, três.
Frequentemente, os casos não são denunciados ou investigados, disse Nomasonto Mazibuko, da Society for Albinism, uma associação de albinos da África do Sul.
Ela acha, no entanto, que a mudança tem de partir do próprio continente.
"O ponto crucial é que as pessoas não veem albinos como seres humanos. Cabe a nós na África falar sobre isso e trabalhar para combater o preconceito".
A voz de Mazibuko vai subindo de volume enquanto ela fala: "Não podemos ficar quietos, não podemos continuar escondidos".
"E qualquer garota com albinismo que está andando nas passarelas internacionais ou nas ruas com a cabeça erguida é um exemplo muito necessário".
A modelo Modiselle espera poder ser um desses agentes catalizadores, inspirando a sociedade sul-africana e o continente como um todo.
"Sou o símbolo de unidade racial. Sou uma garota negra que vive na pele de uma pessoa branca", ela disse à BBC.
"Eu gostaria de ser conhecida por ser uma modelo, e por todas as minhas outras realizações, não por ser albina".

Fonte:

18 de out. de 2012

Cada movimento, um flash!



PRIMEIRA PARTE DAS FOTOS DO II ENCONTRO DAS PESSOAS COM ALBINISMO NA BAHIA

15 de out. de 2012

Thallita, albina de Campina Grande




Depois do encontro regional de pessoas albinas em Salvador, toda minha família está envolvida para encontrar  albinos e abordá-los aqui na Paraíba...
Estávamos nós Solange, Soraya, nossa mãe Marlene e nossa irmã Sonaly (não albina), rumo ao velório do nosso avô paterno João no dia 11/10/12, às 8:30 da manhã, passávamos no terminal de integração de ônibus em Campina Grande Pb, onde minha mãe viu uma jovem com uma linda albina, nos aproximamos e tivemos uma curta conversa, mas o suficiente para vermos tal carinho e cuidados essa mãe tem com a filha.
A jovem mãe tem dois irmãos albinos, um com 35 e outro com 40 anos, onde um deles está cursando direito, essa coincidência animou muito nossa irmã Sonaly, que tem um sonho de ter uma filha albina e se identificou muito com a história de Clara (mãe da albina), onde Sonaly tem duas irmãs albinas e Clara dois irmãos.
A pequena albina que estava com Clara tem cinco aninhos, linda e muito amada, já tem todos os cuidados que todo albino deve ter, pois a mãe dela por ter já albinos na família entende que os cuidados com a pele e a visão são necessários. O nome dessa linda criança é Thallita, amamos o nome, pois significa menina.

Era véspera do dia das crianças, e em homenagem a criança THALLITA escolhemos uma música para ela:



14 de out. de 2012

Albino na fama!


Hermeto Pascoal
Amigo de Sivuca!

Outra pessoa com albinismo que temos para nos orgulhar é Hermeto Pascoal. Outro cara, que, apesar das dificuldades foi à luta e também conquistou o mundo. Vejam só esta entrevista na qual ele fala bastante sobre visão e óculos

Bruxo do som
Capaz de transformar meros barulhos em obras clássicas, o multiinstrumentista Hermeto Pascoal representa a vitalidade e a diversidade da música brasileira. Nesta entrevista, o mago do som mostra que sua visão também não deixa nada a desejar Lilian Liang

20/20 - Você usa óculos desde criança?
Hermeto Pascoal: Nunca usei óculos quando pequeno, mas aprendi a usar a vista assim mesmo. Quando era criança e andava a cavalo ou se o sol estava muito quente, eu usava chapéu. Para enxergar bem, tinha que fechar um dos olhos, mas aprendi a aproveitar aquilo que eu poderia achar que me atrapalhasse. Tenho deslocamento e fraqueza do nervo óptico, então eu não fixo o olhar. Às vezes eu estou lendo partitura e me perco. Não consigo parar para olhar, só se eu me preparar para balançar os dois olhos. Mas eu vejo tudo - até além da conta! (risos)
Uma vez, eu estava na casa do Miles Davis e ele me convidou para lutar boxe. Ele tinha tablado, luva, tudo. Aí o que aconteceu? No meu tempo de menino, eu também brincava de boxe e as crianças sempre se confundiam para onde eu olhava. Eu me aproveitava disso. Foi a mesma coisa com o Davis: quando eu comecei a brincar com ele, o olho direito rodou para um lado, eu já estava com o esquerdo sabendo o que queria e aí taquei a mão nele. Eu uso muito isso. Se não tivesse treinado os olhos, veria muito menos.

20/20 - Quando você descobriu os óculos?
Hermeto Pascoal: Comecei a usar óculos a partir de 1978 e mais para descansar a vista. O primeiro par que usei na vida eu comprei em Los Angeles, com o Edu Lobo, com quem tinha ido fazer um trabalho. Quando ele me viu, perguntou por que eu não usava óculos, que se eu quisesse ele podia ir comigo. Eu disse "Vamos". Quando cheguei no oculista, o cara mediu tudo, o Edu traduziu. Eles fizeram e me entregaram os óculos, mas aí comecei a conversar e coloquei os óculos em cima do balcão. Acabei esquecendo e fui embora. Logo depois veio o moço da loja dizendo que se eu não os quisesse eu poderia devolvê-los. Como alguém como eu poderia esquecer os óculos? Aí voltei lá e peguei de volta. Na verdade, eu fiz aqueles óculos porque o Edu sugeriu. Mas eu não acho que vejo melhor com eles. É mais um conforto físico do que necessidade de enxergar melhor, porque eles diminuem a claridade. Se eu saio no sol ponho o chapéu, mas os óculos me ajudam muito com a luz. A Aline nota que eu enxergo melhor com eles, mas eu não percebo. O problema é que eles nunca duram muito tempo, porque eu sou muito desastrado.



20/20 - Que tipo de óculos você prefere?
Hermeto Pascoal: Quanto mais grossa a armação, melhor. Se ficar muito clarinha me atrapalha por causa da luz. A armação mais escura deixa um escurinho nas pestanas que me descansa a vista. Antigamente eu usava um par para o dia e outro para a noite, mas fiz um esforço e agora consegui me acostumar com um só.

20/20 - Já passou por apuros por causa da visão - ou da falta dela?
Hermeto Pascoal: Um episódio engraçado aconteceu quando eu morava em Recife, com meus 18 anos. Acho que estava namorando na época. Um dos meus amigos era o Josué, irmão de Sivuca (também músico e albino, Sivuca é freqüentemente confundido com Hermeto Pascoal), que é muito parecido comigo, usava cabelo parecido com o meu. Foi tão engraçado, a namorada dele confundiu ele comigo, veio me agarrar. Eu também não percebi. Quando ela olhou, pela voz ela viu que não era o Josué, ficou morrendo de vergonha. Eu disse "Fique tranqüila, o Sivuca é meu amigo, e o Josué também. Mas da próxima vez eu te agarro".
Mas eu não sinto falta de ver nada. Uso muito a inteligência, tenho um reflexo danado. Quando tenho que ler alguma coisa, deixo de longe até o ponto que eu possa ler. No jornal, só consigo ler as manchetes. Às vezes a Aline lê as matérias para mim no avião, por exemplo, mas ela lê muito alto por causa da voz. Aí eu peço para ela ler mais baixo. No cinema ela também lê as legendas baixinho pra mim. Às vezes eu digo para ela "Deixa eu pensar numa história sozinho, sem entender o que eles estão dizendo e só com o que eu estou enxergando". Sabe que às vezes fica quase igual? Quando o filme é ruim, peço para ela parar de ler as legendas mais cedo.

20/20 - Como surgiu o Hermeto multiinstrumentista?
Hermeto Pascoal: É de pequeno, ia tomar banho com as crianças, batendo na água. Eu sentia algo diferente deles. Vim com esse dom. Pegava tudo da cozinha da minha mãe para tocar, tudo que sobrava eu guardava para mim. Meu avô era ferreiro, então eu ficava torcendo para ele dizer que os penicos e panelas que os clientes deixavam lá não prestavam mais.
Hoje eu pego uma bomba de encher bolinha de aniversário e toco clássico e popular. Faço suspense com o público, é lindo quando eu começo. Gosto de pegar uma coisa do nada e criar sobre o nada. Você pega e vai misturando as coisas. Nesse duo que eu faço com a Aline, o Chimarrão com Rapadura, ela dança e canta com uma cortina de alumínio, bate com as mãos nas coisas. Em cada formação, em cada lugar temos um tipo de música diferente. Quando eu vejo alguma coisa que tem um som, por exemplo, uma lata no chão, eu disfarço, volto e pego. Pode ser calota de carro, mola de carro, tudo isso já vem com um som da natureza. As coisas da cidade grande também me fascinam muito. Tudo tem som. Às vezes pego a camisa e faço um som, o povo fica maluco. Quer ver? (aqui ele faz uma miniperformance de música apenas com 
sons emitidos por movimentos da boca, como estalar a língua). A ideia vem do céu, mas os sons vêm do corpo. 

20/20 - Como é ser um músico do seu gênero no Brasil?
Hermeto Pascoal: Tem espaço para tudo no mercado nacional. Quem toca bem sempre tem mercado. Só que nunca vai ganhar como o que eu chamo música de consumo, que é produto. Esses artistas de consumo lotam ginásios, mas não têm muita qualidade. Sempre me liguei muito na qualidade. Esse tipo de música dá mais dinheiro, mas meu lance não é dinheiro. Sempre fiz o que eu gosto, é uma das minhas visões. Minha visão musical, do som, é justamente fazer o que eu gosto. Quando eu tocava em boate, diga que eu ganhasse mil reais por mês e eu estava num lugar que eu não gostava muito. Aí vinha um cara dizendo "...Tem uma boate, não é pra dançar, mas tem um piano lá". Eu falava "Diz quanto é" e ele respondia "R$ 500". Aí eu só pedia para ele pagar minha passagem de ônibus, ida e volta todo dia, e ia trabalhar por R$ 500. A Ilza (sua primeira mulher, já falecida) não queria nem saber, reclamava. Mas depois ela mesma dizia "Vai tocar como você gosta". Meu coração não tem preço.

Um pouco mais sobre a vida e obra de Hermeto Pascoal
O músico Hermeto Pascoal tem o poder de surpreender seu público com apresentações sempre cheias de novidade. Privilegiado com o dom de transformar qualquer objeto que caia em suas mãos - panelas, bacias de água, chaleiras, máquinas de costurar, frangos, cabras, gansos, perus e até porcos - em instrumentos afinadíssimos, esse bruxo do som hipnotiza a platéia com seu carisma e talento, agressividade musical e ousadia.

Falo com conhecimento de causa. Constatei esse fato quando comecei a aplaudir entusiasticamente uma apresentação relâmpago que Hermeto e sua mulher fizeram exclusivamente para esta entrevista. Pelo telefone. Foi sua forma de explicar como todos os objetos têm um som, apenas esperando para ser descoberto. "É isso que eu estava querendo dizer. Entendeu?" Essa generosidade com seu tempo e talento dá pistas do porquê do fascínio do público com o mago.

Sim, porque até sua aparência faz jus ao título de bruxo que recebeu por suas habilidades musicais. Hermeto poderia ser personagem de um dos romances de J.R.R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis, não tivesse ele nascido há 68 anos em Lagoa da Canoa, no município de Arapiraca, em Alagoas. E albino.

Criado numa família de sanfoneiros, o menino que se destacava da multidão pelos traços claríssimos logo deu sinais de que tinha jeito para a música. Começou tocando flauta e aos 8 anos já dominava a sanfona. Com 11 já tocava em bailes da região. Aos 14 anos, mudou-se para Recife com a família, 
onde passou a tocar em programas de rádio. Nunca mais parou, mas foi na década de 60 que sua carreira finalmente se consolidou, com o ingresso no grupo conhecido como Quarteto Novo, formado por Heraldo do Monte, Airto Moreira e Theo de Barros, além de Geraldo Vandré 

Seu primeiro disco, Música Livre de Hermeto Pascoal, foi lançado em 1973. O título era quase profético: livre é o adjetivo mais exato para definir o som do artista. Para ele, quanto mais ingredientes, melhor. Hermeto pode misturar choro, baião, frevo, jazz e maxixe na mesma obra sem nenhum acanhamento - e levar o público ao delírio. Seu segundo disco, Slave Mass, foi gravado em 1977 nos Estados Unidos, já que não podia usar porcos nos estúdios brasileiros. "Um fazendeiro do Texas levou seus suínos à gravadora. Airto Moreira ficava no estúdio com os animais e eu dizia em que porcos ele devia mexer, se no grave ou no agudo", recorda.

Essas aparentes excentricidades musicais, entretanto, não significam que Hermeto não domine o lado teórico da arte. Foi, na verdade, essa capacidade de inovar aliando técnica a experimentação e, conseqüentemente, aproximando o popular do erudito que fez com que ele ganhasse o público internacional. Um de seus maiores fãs era o lendário trompetista norte-americano Miles Davis, com quem gravou músicas como "Igrejinha" e "Nem um talvez". "Nosso relacionamento era profissional e muito espiritual. Airto ficou preocupado porque eu não falava inglês, mas eu disse para ele: 'Não se preocupe. Ele sabe que nossa conversa é espiritual, que é pau a pau no campo musical'", diz.

Hermeto conta hoje com mais de 4 mil composições e nem pensa em aposentadoria. Pelo contrário. Há cerca de três anos, encontrou uma nova parceira para o crime: Aline Paula Nilson, mais conhecida como Aline Morena, gaúcha de Erechim, cantora lírica, 25 anos. O encontro dos dois foi uma dessas felizes coincidências da vida: conheceram-se num show em Curitiba - Aline estudava na época a obra de Hermeto no Conservatório Musical de Curitiba - e nunca mais se separaram. "Nós somos o casal 93", brinca Aline.

Dono de ouvido absoluto, Hermeto gaba-se também de ter uma boa visão. Apesar da dificuldade de fixar o olhar, conseqüência de um comprometimento de seu nervo óptico, e da baixa tolerância à luz devido ao albinismo, o músico diz que não fica atrás de ninguém quando se trata de enxergar, muito por causa de seus óculos. E, se depender do bruxo, um dia desses eles viram instrumentos musicais também.

FONTE: 20/20 




Biografia, discografia e fotos

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